GAP 2011

Grupo de Apoio Pedagógico, ou GAP, é um grupo de educadores da Prefeitura Municipal de Taboão da Serra que trabalha em prol da educação. O trabalho é feito, basicamente, com os alunos do 3o. ano que ainda não estão alfabetizados. Com idéias simples mas bem direcionadas, é um dos principais motivos pelo qual o IDEB do município está subindo... Idéias, sugestões, curiosidades... sejam bem vindos!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A IMPORTÂNCIA DA MEMÓRIA NA SALA DE AULA- por professora Ariadine Anzolin


O trabalho que estamos desenvolvendo com os alunos do GAP, é pautado principalmente em estudos e formação, onde tivemos a oportunidade de aprender, como o cérebro funciona.
 A aprendizagem e a educação estão ligadas ao desenvolvimento do cérebro, o qual é moldável aos estímulos do ambiente. Ela ocorre quando promove a mudança de comportamento.
Os estímulos do ambiente levam os neurônios a formar novas sinapses. Assim, a aprendizagem é o processo pelo qual o cérebro reage aos estímulos do ambiente, ativando sinapses, tornado-as mais "intensas". Deste modo, as informações são processadas, levando a um processo de retenção onde as experiências são arquivadas e recuperadas.
A memória possui um papel fundamental no processo de alfabetização, tornando-se a base da própria aprendizagem, onde é retida  idéias, imagens, expressões e conhecimentos adquiridos.
Sabermos hoje, como o cérebro funciona e os estudos sobre a neurociência está sendo fundamental para entendermos as dificuldades dos alunos que participam do GAP e  a elaborar estratégias específicas em cada grupo.
A neurociência investiga o processo de como o cérebro aprende e lembra, desde o nível molecular e celular até as áreas corticais.

 Neurociência cognitiva e alunos com problemas de aprendizagem

A neurociência usa  vários métodos de investigação a fim de estabelecer relações entre o cérebro e cognição principalmente na educação. Esta abordagem permitirá o diagnóstico precoce de transtornos de aprendizagem. Este fato exigirá métodos de educação especial, ao mesmo tempo a identificação de estilos individuais de aprendizagem e a descoberta da melhor maneira de introduzir  novas informações.

O estudo focalizado no cérebro, sobre atenção, memória, linguagem, leitura, matemática, sono, emoção e cognição, estão trazendo valiosas contribuições para os professores do GAP,  no sentido de ampliar e melhorar a qualidade de suas práticas educacionais.


Neurociência e prática educativa.
A pesquisa sobre neurociência nos mostrou com clareza como o cérebro aprende em determinado ambiente de sala de aula, conforme os princípios abaixo: 
Aprendizagem, memória e emoções estão interligadas.

O cérebro se modifica aos poucos fisiológica e estruturalmente como resultado da experiência. Aulas práticas  com envolvimento ativo dos participantes os levam a fazer associações entre experiências prévias com o entendimento atual.

 O cérebro mostra períodos ótimos para certos tipos de aprendizagem, que não se esgotam mesmo na idade adulta. O ajuste de expectativas e padrões de desempenho às características etárias específicas dos alunos e o uso de unidades temáticas integradoras são de muita ajuda.

 O cérebro apresenta plasticidade neuronal, mas maior densidade sináptica não significa maior capacidade de aprender. Os alunos precisam sentir-se "detentores" das atividades e temas que são relevantes para suas vidas e estabelecer relações entre elas.

Várias áreas do córtex cerebral são simultaneamente ativadas durante uma nova experiência de aprendizagem. Situações que reflitam o contexto da vida real, de forma que a informação nova se "ancore" na compreensão anterior.

O cérebro humano tem a capacidade maravilhosa  para perceber e gerar padrões quando testa hipóteses. Deve-se então promover situações em que se aceitem tentativas e aproximações ao gerar hipóteses e apresentação de evidências.

 O cérebro responde, devido a herança primitiva, às gravuras, imagens e símbolos. Propiciar ocasiões para alunos expressarem conhecimento através das artes visuais, música, jogos e dramatizações.

A neurociência oferece um grande potencial para nortear a pesquisa educacional e  aplicação em sala de aula. Contudo, faz-se necessário construir pontes entre a neurociência e a prática educacional.
Com base em pesquisas, estudo e discussões realizadas em nossos encontros, passamos a  elaborar aulas que sejam motivadoras, utilizando muitos jogos, músicas, cartazes, ..., para  atingir o envolvimento dos alunos. Pois, para eles a informação só passa a ser armazenada quando é significativa.






“O trabalho com as letras do alfabeto”- professora Rosa Maria Paiva Lima

A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. “A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.” (Jean Piaget)

          
            Acredito que alfabetizar é um dos maiores desafios do educador, e sou apaixonado por este trabalho.
            Sempre acredito na educação, para um futuro melhor do pais, e existem várias formas de se iniciar a alfabetização, mas considero  o conhecimento do alfabeto uma ferramenta indispensável, pois o mesmo ajuda as crianças a entender e gravar a grafia das  letras com independência. Devemos saber explorá-lo para que tenhamos um bom resultado, e que ele ajude na compreensão da escrita.
              Ao assumir o GAP (Grupo de Apoio Pedagógico), em minha escola, percebi a importância do projeto, e de se trabalhar as letras e o som das letras. Explorei com os alunos o alfabeto dos animais, com varias estratégias, pois este instrumento auxilia no processo de alfabetização dos alunos, primeiro por demonstrar o que a escrita representa e segundo como ela se organiza.
            Comecei o trabalho apresentando o alfabeto aos alunos, associado a uma figura e ao nome do animal. Em seguida, trabalhei o som das letras, realizei bastante leitura, modelagem das letras do alfabeto, ditados diversos e fiz intervenções na escrita dos alunos, quando necessário.
           Para deixar o processo mais lúdico, propus aos alunos o seguinte jogo:  ”Descubra a palavra”. Este jogo tem como finalidade desenvolver a percepção da linguagem escrita, promover a associação da palavra com a figura e dos grafemas com os fonemas; além de formar palavras, reconhecendo as silabas.
            Para jogar, organize as crianças em grupos ou duplas e distribua as caixas de fósforo com as figuras e as letras.
            Numa primeira etapa peça para os alunos tentarem formar palavras, juntando as letras de forma ordenada e realizando a leitura desta palavra.
              Num segundo momento, peça para a criança tentar ler o que está escrito do lado de fora da caixa de fósforo, e depois da leitura ela poderá abrir a caixa para ver se acertou a palavra.
              Com a realização desta sequência de trabalho, comecei a obter resultados positivos com os meus alunos,  o que os deixou bastante motivados para aprender a ler.
            Vou falar um pouco sobre o aluno Xy, com muita dificuldade em se alfabetizar, por ser um aluno com baixa estima, inquieto, agressivo, que não compreende regras e não cativa amigos, relata o tempo todo que não é capaz de aprender e tira todos do serio, já participou do Gap um semestre de 2010.
            O aluno deu muito trabalho no inicio do Gap. Mas com o desenrolar do processo das atividades, o aluno Xy começou a se interessar, participar e a formar suas hipóteses de escrita.
            Após explorar demasiadamente o alfabeto, as famílias silábicas, a leitura constante, os jogos propostos, ditados diversos,entre outras atividades ...., o aluno Xy começou a entender o processo da escrita  e elaborar suas hipóteses de escrita, obtendo uma melhora significativa.
            O aluno Xy atualmente, demonstra interesse em participar do Gap, sua auto estima se elevou e hoje ele afirma que será capaz de ler em breve. Acredito no projeto Gap, pois já vivenciei,como professora do fundamental um, com uma turma de quinto ano, o bom resultado que este projeto pedagógico proporcionou,ele realmente faz a diferença.
           
                                               Professora Rosa Maria Paiva Lima
                                               EMEF Heitor Villa Lobos
                                               2011




TRABALHANDO COM LETRAS, PALAVRAS E FRASES- por professora Elisa Perceval



Letras móveis ajudam o aluno no processo de alfabetização enquanto domínio do código escrito.
  • Há várias formas de fazer uma intervenção, seja com questionamentos ou apenas mostrando a criança como se escreve. Ter em sala alfabeto móvel e deixá-las  expostas   para haver um contato maior por parte das crianças com o material.


  • Propor que, em diferentes momentos de aula, as crianças utilizem as letras para a tentativa da escrita.
  • Atividades
    Jogos e brincadeiras como, bingo dos nomes, forca, caça-palavras e cruzadinhas, são muito prazerosas e dão bons resultados para a construção da base alfabética.

    Cruzadinhas


    Alunos  não -alfabetizados
    Os alunos com escrita silábica, que já fazem uso do valor sonoro  das   letras ,  podem  ser  agrupados   com alunos   com escrita silábica que fazem pouco ou nenhum uso do valor sonoro, com alunos de escrita silábico-alfabética ou de escrita pré - silábica.
    É  fundamental  que   o s  aluno s   com  e s c r i ta pré – silábica não   sejam  agrupados   entre   si   para   realizar   esse  tipo de atividade: para eles, é importante a interação com alunos que já sabem que a escrita representa a fala, o que eles ainda não descobriram.
    A atividade deve sempre considerar a possibilidade de realização dos alunos, portanto, a lista de palavras, tanto das cruzadinhas como das adivinhações, pode variar em função do que eles conseguem fazer. Por exemplo, numa adivinhação as palavras podem começar e terminar com a mesma letra, o que aumenta o nível de dificuldade da atividade.
    É preciso cuidar para que as cruzadinhas sejam sempre    bem  nítidas ,   com  letras   e   quadrinhos não  muito pequenos e desenhos bem feitos, para que os alunos não se confundam .
    Alunos  já alfabetizados
    • A cruzadinha deve  ser  utilizada  como  atividade  de escrita: nesse caso, a tarefa é escrever as palavras e não encontrá-las na lista. As questões principais que se colocam aos alunos são ortográficas.





    Formando palavras com figura e letras móveis



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Jogo da memória - por professora Rose Cristina



A sequência de atividades a seguir foi desenvolvida com turma regular de 4º Ano, envolvendo toda a turma.
            O objetivo era oportunizar aos alunos momentos em que suas memórias seriam trabalhadas, além de promover uma interação maior entre a turma.
            Foi proposto um CAMPEONATO DO JOGO DA MEMÓRIA, que aconteceu nas seguintes etapas:
História / Origem do Jogo da Memória;
Regras do jogo (Utilização do jogo gigante):
Para escolher a placa a ser virada, os alunos nomeavam linhas e colunas, como uma “batalha naval”. Ex: 1-A e 1-C;
Aprendendo a jogar (em grupos – Jogo do Mico);
Primeira Fase do Campeonato: os 36 alunos foram divididos por meio de sorteio em 9 grupos, jogando entre si;
Segunda Fase do Campeonato: os 9 vencedores da 1ª Fase formam 3 equipes por meio de sorteio. De cada equipe, somente um aluno é classificado para a Fase Final;



Fase Final: Para esta fase são classificados os três vencedores da Fase anterior e os mesmos disputam o 1º, 2º e 3º lugares. O jogo utilizado é o “gigante”, para que toda a turma possa acompanhar e torcer pelos colegas.
            Terminada a partida, os alunos finalistas são premiados.


Os alunos participam deste tipo de atividade com entusiasmo e atenção, aprendem a respeitar regras pré-estabelecidas, a respeitar os jogadores adversários e, principalmente, a treinar a memória que é o maior objetivo.
           
VARIAÇÕES: O mesmo jogo pode ser feito com figuras e palavras, figuras e primeira letra de cada palavra, etc. Tudo dependerá do objetivo e da criatividade do professor.

EMEB ASAS BRANCAS GAP 2011- por Liliane Teles

Começamos o nosso trabalho no mês de junho e encontramos muitos casos  de crianças com vergonha, inseguras, auto estima baixa, sem concentração, com dificuldades em se portar em sala e muito mais. A primeira etapa foi  conquistar  todos os  pontos relacionados acima e mostrar a elas que seriam capazes de aprender a ler  e mostrar  aos pais a importância da sua confiança em seus filhos.
De segunda e quarta temos os alunos de 2º e 3º anos e de terça e quinta os alunos de 4º e 5º anos.Com este grupo fizemos um trabalho cujo objetivo era a leitura , formação de frases e interpretação das mesmas. Foi dado para cada grupo , palavras retiradas de um texto já existente.Cada grupo deveria montar seu texto do jeito que achasse correto. Houve muita discussão entre os integrantes. Em certos momentos teve a interferência da professora.
No início os alunos ficaram inseguros,mas aos poucos foram percebendo como o trabalho foi se desenvolvendo. As frases que se formavam eram lidas várias vezes e os próprios alunos percebiam que não fazia sentido sua formação e refaziam. Quando as mesmas tinham um sentido  correto ,ficavam satisfeitos com o resultado.
Depois de montado,cada grupo leu seu texto e acharam interessantes os processos de montagem de cada grupo e mesmo usando as mesmas palavras cada grupo fez um texto diferente.
Na  próxima etapa,  cada grupo copiou   seu texto e trocou  com os colegas dos outros grupos.
No final a professora leu o texto original e os alunos ficaram surpresos com o resultado.






quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sugestões de atividades de alfabetização - por Eva Lúcia Dutra




Confecçao: cartolina,letras soltas alfabeto,imagens diversas tudo encapado com contact
Em grupo as crianças deverão olhar para as imagens e escrever o nome de alguma coisa que a 
imagem representa por exemplo:gato, macio,calmo, preto etc
atividade 2
Trabalhando com objetos tais como: pena,colher,pote,bolas coloridas,livro ilustrado e letras movéis.
Em grupo as crianças deverão escolher um objeto e escrever seu nome e suas qualidades potendo ainda
manusear o objeto e sentir sua expessura etc.

Jogo da memória- Lúcia Elena Bocchile



MEIOS DE TRANSPORTE:
Nesta atividade, depois de explicar conteúdo sobre os meios de transporte, vislumbramos:
  • Trabalhar os meios de transporte como recreação em um jogo temático
  • Podemos separar as fichas em grupos, tais como:
    • Aéreo
    • Aquático
    • Terrestre
      • Sobre trilhos
      • Sobre rodas ou os demais
    • Urbanos
    • Rurais

  • Quais meios de transporte são antigos e não mais utilizamos

O objetivo dessa dinâmica, onde se observa uma relação entre os objetos e pretende-se agrupá-los é de fixar este conteúdo.


Nesta atividade, foi realizada a seguinte dinâmica:
·         Listagem dos objetos (apresentação)
·         Separação em ordem alfabética
·         Separação em grupos tais como:
o   Utilizamos para comer
o   São móveis
o   São utilizados para se colocar os alimentos
o   Eletrodomésticos
o   Objetos destinados a limpeza
Esta separação pode ser feita em dupla, onde cada dupla separará os objetos por um tema diferente, sendo trocado o tema entre os alunos até que todos realizem a separação por todos os assuntos. Posteriormente, fazemos a correção junto com a classe.
Esta dinâmica visa o desenvolvimento da memória, a ampliação do vocabulário e a identificação e correlação com objetos que façam parte do seu dia-a-dia.