GAP 2011

Grupo de Apoio Pedagógico, ou GAP, é um grupo de educadores da Prefeitura Municipal de Taboão da Serra que trabalha em prol da educação. O trabalho é feito, basicamente, com os alunos do 3o. ano que ainda não estão alfabetizados. Com idéias simples mas bem direcionadas, é um dos principais motivos pelo qual o IDEB do município está subindo... Idéias, sugestões, curiosidades... sejam bem vindos!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Fichas de Leitura- por Simone dos Santos Gonçalves

Após diversas discussões em reuniões do Gap, verificou-se a necessidade de preparar atividades diferenciadas para auxiliar os alunos em processo de alfabetização. Desta forma, surgiram as fichas de leitura com temas variados, porém com o mesmo campo semântico, para que assim o aluno tenha um direcionamento para organizar o pensamento e realizar as tarefas. 
Para iniciar utilizamos fichas com figuras para que a criança faça relações com a imagem e a escrita, principalmente aos alunos que não estão alfabetizados.
As fichas sem imagem, proporcionam ao aluno a utilização das informações contidas em sua memória, pois a única “dica” que ele recebe é de qual tema se trata a lista. Esta leitura exige do aluno que se façam relações com o tema abordado, seu conhecimento e a grafia das palavras. 
Fica então esta dica para os professores!


Espero ter contribuído!!! bjs



ATIVIDADE: Ditado Visual (Ditado Mudo)- por Rosemeire Amaral

JUSTIFICATIVA: O ditado é um instrumento de diagnóstico e de construção da escrita e leitura, mostrando o nível de evolução da criança.
Como toda atividade pedagógica é preciso que o professor tenha um objetivo claro e encaminhamento adequado.
OBJETIVO: Trabalhar a composição de palavras através do registro, estabelecendo associação com palavras previamente estabilizadas.
MATERIAL: desenhos ou gravuras com o nome escrito atrás.
ETAPAS PREVISTAS: o professor mostra o desenho ou a gravura de animal, fruta, objeto, etc.
Os alunos escrevem o nome do desenho mostrado.

Depois, o professor vira a ficha com a palavra e os alunos fazem a comparação.
Em um segundo momento o professor distribui frases e cada grupo deverá ler e encaixar a frase embaixo da gravura correspondente.








ATIVIDADE: Bingo dos sons iniciais
JUSTIFICATIVA: Jogos são veículos de expressão e socialização das práticas culturais da humanidade e veículo de inserção no mundo, são também atividades lúdicas em que crianças se engajam no mundo imaginário, regido por regras próprias que geralmente são construidas a partir das próprias regras sociais de convivência.
OBJETIVOS: Compreender que as palavras são compostas por unidades sonoras que podemos pronunciar separadamente.
Comparar palavras quanto a semelhanças sonoras e perceber que palavras diferentes possuem partes sonoras iguais.
CONTEÚDO: cartelas de bingo dos sons iniciais.
ETAPAS PREVISTAS: O profesor deve ler em voz alta as regras do jogo e, à medida que lê, discutir com os alunos sobre como ele funciona.
Ao iniciar o jogo o professor deve mostrar aos aunos que as fichas com as palavras estão dentro do saquinho e que ele vai “gritar” cada palavra sorteada. Ao ler a palavra em voz alta pode-se dar um intervalo e relê-la, para que todos os alunos tenham realmente tido acesso à informação e tenham tempo para compará-la às palavras da cartela.





O jogo pode ser jogado individualmente ou em duplas. No caso da escolha pela organização em duplas é importante sugerir que eles conversem antes de marcar a palavra, favorecendo, assim, a discussão entre os pares.

Atividades - por Mara Lúcia L.C. Oliveira

Caros colegas, aqui segue algumas atividades que escolhi para ilustrar o nosso blog, espero poder contribuir com essas idéias.
ATIVIDADE 1:  Masculino e feminino
OBJETIVO:  Memória, reconhecimento e identificação do gênero masculino e feminino.
CONTEÚDO: Leitura e classificação.
ETAPAS PREVISTAS:
Pedir as crianças, que respondam oralmente qual o feminino de alguns animais. Trabalhar a linguagem oral garante o sucesso da linguagem escrita.
Nas classes de alfabetização, deve-se dar suporte as crianças na leitura das palavras do cartão, fazendo comparações com as palavras já estabilizadas no dia a dia.



ATIVIDADE 2:  Jogo das rimas
OBJETIVO: Reconhecer  e brincar com rimas
CONTEÚDO:  Desenvolver combinações de palavras que rimam.
ETAPAS PREVISTAS: Primeiramente o professor deve  brincar com as crianças estabelecendo oralmente algumas rimas que poderá ser até mesmo através do nome das próprias crianças, como por exemplo: ANA que rima com BANANA, MARCELO – MARTELO , RAUL- AZUL, DANIEL- PAPEL, etc.
Após esse exercício oral , distribui-se cartões com cores diferentes. As crianças deverão encontrar o par que rima e colocar os cartões lado a lado.

ATIVIDADE 3:  Palavra dentro da palavra
OBJETIVO: Através desta atividade as crianças compreendem que palavras diferentes possuem partes sonoras iguais.
Compreendem que uma sequência de sons que constitui uma palavra pode estar contida em outras palavras.
CONTEÚDO: fichas com duas cores diferentes onde as crianças terão que ler o desenho e reconhecer a parte que está na outra ficha (palavra dentro da outra palavra).
ETAPAS PREVISTAS: São distribuídas fichas com duas cores. As crianças terão que colocar lado a lado fichas que se complementam, ou seja, fichas onde dentro da palavra escrita, encontra-se outra palavra.
Posteriormente, cada aluno poderá fazer em seu caderno, uma lista de palavras que eles conhecem que podemos dizer que são “palavras dentro da palavra”, ex: PIANO- ANO, LIMÃO- MÃO, CANETA-NETA, é importante trabalhar primeiramente essa atividade no oral, isso irá facilitar muito o exercício de memória das crianças.


A IMPORTÂNCIA DA MEMÓRIA NA SALA DE AULA- por professora Ariadine Anzolin


O trabalho que estamos desenvolvendo com os alunos do GAP, é pautado principalmente em estudos e formação, onde tivemos a oportunidade de aprender, como o cérebro funciona.
 A aprendizagem e a educação estão ligadas ao desenvolvimento do cérebro, o qual é moldável aos estímulos do ambiente. Ela ocorre quando promove a mudança de comportamento.
Os estímulos do ambiente levam os neurônios a formar novas sinapses. Assim, a aprendizagem é o processo pelo qual o cérebro reage aos estímulos do ambiente, ativando sinapses, tornado-as mais "intensas". Deste modo, as informações são processadas, levando a um processo de retenção onde as experiências são arquivadas e recuperadas.
A memória possui um papel fundamental no processo de alfabetização, tornando-se a base da própria aprendizagem, onde é retida  idéias, imagens, expressões e conhecimentos adquiridos.
Sabermos hoje, como o cérebro funciona e os estudos sobre a neurociência está sendo fundamental para entendermos as dificuldades dos alunos que participam do GAP e  a elaborar estratégias específicas em cada grupo.
A neurociência investiga o processo de como o cérebro aprende e lembra, desde o nível molecular e celular até as áreas corticais.

 Neurociência cognitiva e alunos com problemas de aprendizagem

A neurociência usa  vários métodos de investigação a fim de estabelecer relações entre o cérebro e cognição principalmente na educação. Esta abordagem permitirá o diagnóstico precoce de transtornos de aprendizagem. Este fato exigirá métodos de educação especial, ao mesmo tempo a identificação de estilos individuais de aprendizagem e a descoberta da melhor maneira de introduzir  novas informações.

O estudo focalizado no cérebro, sobre atenção, memória, linguagem, leitura, matemática, sono, emoção e cognição, estão trazendo valiosas contribuições para os professores do GAP,  no sentido de ampliar e melhorar a qualidade de suas práticas educacionais.


Neurociência e prática educativa.
A pesquisa sobre neurociência nos mostrou com clareza como o cérebro aprende em determinado ambiente de sala de aula, conforme os princípios abaixo: 
Aprendizagem, memória e emoções estão interligadas.

O cérebro se modifica aos poucos fisiológica e estruturalmente como resultado da experiência. Aulas práticas  com envolvimento ativo dos participantes os levam a fazer associações entre experiências prévias com o entendimento atual.

 O cérebro mostra períodos ótimos para certos tipos de aprendizagem, que não se esgotam mesmo na idade adulta. O ajuste de expectativas e padrões de desempenho às características etárias específicas dos alunos e o uso de unidades temáticas integradoras são de muita ajuda.

 O cérebro apresenta plasticidade neuronal, mas maior densidade sináptica não significa maior capacidade de aprender. Os alunos precisam sentir-se "detentores" das atividades e temas que são relevantes para suas vidas e estabelecer relações entre elas.

Várias áreas do córtex cerebral são simultaneamente ativadas durante uma nova experiência de aprendizagem. Situações que reflitam o contexto da vida real, de forma que a informação nova se "ancore" na compreensão anterior.

O cérebro humano tem a capacidade maravilhosa  para perceber e gerar padrões quando testa hipóteses. Deve-se então promover situações em que se aceitem tentativas e aproximações ao gerar hipóteses e apresentação de evidências.

 O cérebro responde, devido a herança primitiva, às gravuras, imagens e símbolos. Propiciar ocasiões para alunos expressarem conhecimento através das artes visuais, música, jogos e dramatizações.

A neurociência oferece um grande potencial para nortear a pesquisa educacional e  aplicação em sala de aula. Contudo, faz-se necessário construir pontes entre a neurociência e a prática educacional.
Com base em pesquisas, estudo e discussões realizadas em nossos encontros, passamos a  elaborar aulas que sejam motivadoras, utilizando muitos jogos, músicas, cartazes, ..., para  atingir o envolvimento dos alunos. Pois, para eles a informação só passa a ser armazenada quando é significativa.






“O trabalho com as letras do alfabeto”- professora Rosa Maria Paiva Lima

A principal meta da educação é criar homens que sejam capazes de fazer coisas novas, não simplesmente repetir o que outras gerações já fizeram. Homens que sejam criadores, inventores, descobridores. “A segunda meta da educação é formar mentes que estejam em condições de criticar, verificar e não aceitar tudo que a elas se propõe.” (Jean Piaget)

          
            Acredito que alfabetizar é um dos maiores desafios do educador, e sou apaixonado por este trabalho.
            Sempre acredito na educação, para um futuro melhor do pais, e existem várias formas de se iniciar a alfabetização, mas considero  o conhecimento do alfabeto uma ferramenta indispensável, pois o mesmo ajuda as crianças a entender e gravar a grafia das  letras com independência. Devemos saber explorá-lo para que tenhamos um bom resultado, e que ele ajude na compreensão da escrita.
              Ao assumir o GAP (Grupo de Apoio Pedagógico), em minha escola, percebi a importância do projeto, e de se trabalhar as letras e o som das letras. Explorei com os alunos o alfabeto dos animais, com varias estratégias, pois este instrumento auxilia no processo de alfabetização dos alunos, primeiro por demonstrar o que a escrita representa e segundo como ela se organiza.
            Comecei o trabalho apresentando o alfabeto aos alunos, associado a uma figura e ao nome do animal. Em seguida, trabalhei o som das letras, realizei bastante leitura, modelagem das letras do alfabeto, ditados diversos e fiz intervenções na escrita dos alunos, quando necessário.
           Para deixar o processo mais lúdico, propus aos alunos o seguinte jogo:  ”Descubra a palavra”. Este jogo tem como finalidade desenvolver a percepção da linguagem escrita, promover a associação da palavra com a figura e dos grafemas com os fonemas; além de formar palavras, reconhecendo as silabas.
            Para jogar, organize as crianças em grupos ou duplas e distribua as caixas de fósforo com as figuras e as letras.
            Numa primeira etapa peça para os alunos tentarem formar palavras, juntando as letras de forma ordenada e realizando a leitura desta palavra.
              Num segundo momento, peça para a criança tentar ler o que está escrito do lado de fora da caixa de fósforo, e depois da leitura ela poderá abrir a caixa para ver se acertou a palavra.
              Com a realização desta sequência de trabalho, comecei a obter resultados positivos com os meus alunos,  o que os deixou bastante motivados para aprender a ler.
            Vou falar um pouco sobre o aluno Xy, com muita dificuldade em se alfabetizar, por ser um aluno com baixa estima, inquieto, agressivo, que não compreende regras e não cativa amigos, relata o tempo todo que não é capaz de aprender e tira todos do serio, já participou do Gap um semestre de 2010.
            O aluno deu muito trabalho no inicio do Gap. Mas com o desenrolar do processo das atividades, o aluno Xy começou a se interessar, participar e a formar suas hipóteses de escrita.
            Após explorar demasiadamente o alfabeto, as famílias silábicas, a leitura constante, os jogos propostos, ditados diversos,entre outras atividades ...., o aluno Xy começou a entender o processo da escrita  e elaborar suas hipóteses de escrita, obtendo uma melhora significativa.
            O aluno Xy atualmente, demonstra interesse em participar do Gap, sua auto estima se elevou e hoje ele afirma que será capaz de ler em breve. Acredito no projeto Gap, pois já vivenciei,como professora do fundamental um, com uma turma de quinto ano, o bom resultado que este projeto pedagógico proporcionou,ele realmente faz a diferença.
           
                                               Professora Rosa Maria Paiva Lima
                                               EMEF Heitor Villa Lobos
                                               2011




TRABALHANDO COM LETRAS, PALAVRAS E FRASES- por professora Elisa Perceval



Letras móveis ajudam o aluno no processo de alfabetização enquanto domínio do código escrito.
  • Há várias formas de fazer uma intervenção, seja com questionamentos ou apenas mostrando a criança como se escreve. Ter em sala alfabeto móvel e deixá-las  expostas   para haver um contato maior por parte das crianças com o material.


  • Propor que, em diferentes momentos de aula, as crianças utilizem as letras para a tentativa da escrita.
  • Atividades
    Jogos e brincadeiras como, bingo dos nomes, forca, caça-palavras e cruzadinhas, são muito prazerosas e dão bons resultados para a construção da base alfabética.

    Cruzadinhas


    Alunos  não -alfabetizados
    Os alunos com escrita silábica, que já fazem uso do valor sonoro  das   letras ,  podem  ser  agrupados   com alunos   com escrita silábica que fazem pouco ou nenhum uso do valor sonoro, com alunos de escrita silábico-alfabética ou de escrita pré - silábica.
    É  fundamental  que   o s  aluno s   com  e s c r i ta pré – silábica não   sejam  agrupados   entre   si   para   realizar   esse  tipo de atividade: para eles, é importante a interação com alunos que já sabem que a escrita representa a fala, o que eles ainda não descobriram.
    A atividade deve sempre considerar a possibilidade de realização dos alunos, portanto, a lista de palavras, tanto das cruzadinhas como das adivinhações, pode variar em função do que eles conseguem fazer. Por exemplo, numa adivinhação as palavras podem começar e terminar com a mesma letra, o que aumenta o nível de dificuldade da atividade.
    É preciso cuidar para que as cruzadinhas sejam sempre    bem  nítidas ,   com  letras   e   quadrinhos não  muito pequenos e desenhos bem feitos, para que os alunos não se confundam .
    Alunos  já alfabetizados
    • A cruzadinha deve  ser  utilizada  como  atividade  de escrita: nesse caso, a tarefa é escrever as palavras e não encontrá-las na lista. As questões principais que se colocam aos alunos são ortográficas.





    Formando palavras com figura e letras móveis



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Jogo da memória - por professora Rose Cristina



A sequência de atividades a seguir foi desenvolvida com turma regular de 4º Ano, envolvendo toda a turma.
            O objetivo era oportunizar aos alunos momentos em que suas memórias seriam trabalhadas, além de promover uma interação maior entre a turma.
            Foi proposto um CAMPEONATO DO JOGO DA MEMÓRIA, que aconteceu nas seguintes etapas:
História / Origem do Jogo da Memória;
Regras do jogo (Utilização do jogo gigante):
Para escolher a placa a ser virada, os alunos nomeavam linhas e colunas, como uma “batalha naval”. Ex: 1-A e 1-C;
Aprendendo a jogar (em grupos – Jogo do Mico);
Primeira Fase do Campeonato: os 36 alunos foram divididos por meio de sorteio em 9 grupos, jogando entre si;
Segunda Fase do Campeonato: os 9 vencedores da 1ª Fase formam 3 equipes por meio de sorteio. De cada equipe, somente um aluno é classificado para a Fase Final;



Fase Final: Para esta fase são classificados os três vencedores da Fase anterior e os mesmos disputam o 1º, 2º e 3º lugares. O jogo utilizado é o “gigante”, para que toda a turma possa acompanhar e torcer pelos colegas.
            Terminada a partida, os alunos finalistas são premiados.


Os alunos participam deste tipo de atividade com entusiasmo e atenção, aprendem a respeitar regras pré-estabelecidas, a respeitar os jogadores adversários e, principalmente, a treinar a memória que é o maior objetivo.
           
VARIAÇÕES: O mesmo jogo pode ser feito com figuras e palavras, figuras e primeira letra de cada palavra, etc. Tudo dependerá do objetivo e da criatividade do professor.